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China acusa EUA de “intimidação” por pressão tarifária sobre petróleo russo: tensão comercial ganha nova fase

  A China criticou duramente os Estados Unidos nesta segunda-feira por pressão diplomática no contexto de negociações econômicas em Madri. O...

 


A China criticou duramente os Estados Unidos nesta segunda-feira por pressão diplomática no contexto de negociações econômicas em Madri. O Ministério do Comércio chinês acusou Washington de “intimidação unilateral” e “coerção econômica” após os EUA sugerirem que países do G7 e da Otan imponham tarifas secundárias sobre produtos chineses — motivadas pelas compras chinesas de petróleo russo. 

O que está em jogo

Segundo o governo americano, essas tarifas secundárias têm como objetivo reduzir os recursos financeiros que a Rússia consegue obter com exportações de petróleo, os quais estariam sendo usados na guerra contra a Ucrânia. Os EUA defendem que a China, ao continuar comprando petróleo russo, contribui indiretamente para esse financiamento. 

A carta enviada pelo presidente Donald Trump aos seus aliados pede que sejam impostas tarifas robustas — “entre 50% a 100%” — sobre produtos chineses se Pequim não reduzir suas importações de petróleo russo, e também sugere que países europeus parem de importar petróleo da Rússia. 

Reação da China

Pequim se posicionou imediatamente. O Ministério do Comércio da China qualificou as cobranças americanas como exemplo clássico de “intimidação unilateral” e coerção, e afirmou que tais práticas ferem a soberania comercial e os princípios do comércio internacional. 

Autoridades chinesas também pediram que as ações dos EUA sejam mais “prudentes em palavras e ações”, e que diferenças sejam resolvidas por meio de diálogo equitativo, e não por imposições. 

Contexto maior: guerra comercial revisitada

Esse episódio se insere em uma série de disputas comerciais entre China e Estados Unidos que vinham sendo parcialmente administradas por meio de “trégua tarifária” negociada nos meses anteriores, mas que voltam a se tensionar. 

Outros pontos de atrito incluem restrições americanas sobre exportação de chips e tecnologia, regras antimonopólio chinesas, e acusações dos EUA de que a China não está fazendo o suficiente para controlar saídas de precursores químicos usados na fabricação de fentanil. 

Possíveis desdobramentos

A acusação da China intensifica o cenário de atritos globais em cadeias de abastecimento de energia e comércio bilateral. Alguns possíveis desdobramentos:

  • Retaliações chinesas — Pequim pode impor tarifas ou barreiras comerciais em produtos americanos ou adotar medidas regulatórias como forma de resposta.
  • Divisões na Otan e G7 — Países europeus enfrentarão pressão: ou aderem às exigências americanas ou resistem, o que pode causar fissuras no bloco.
  • Impacto econômico global — Aumento de custos para importadores, instabilidades nos mercados de petróleo e produtos industriais, com possível elevação de preços.
  • Avaliação diplomática — Nos encontros em Madri, esse tema será central: diálogo, compromisso de compra de energia, política energética russa e alinhamento geopolítico serão negociados.


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