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Festas de Fim de Ano e Autismo: Relatos de Mães e Estratégias de Adaptação

  As festas de fim de ano são tradicionalmente momentos de celebração e encontro familiar. No entanto, para famílias com crianças autistas, ...

 



As festas de fim de ano são tradicionalmente momentos de celebração e encontro familiar. No entanto, para famílias com crianças autistas, esses períodos podem apresentar desafios significativos devido às mudanças na rotina e ao aumento de estímulos sensoriais.

A psicóloga Clarissa Leão destaca que "as festas de fim de ano podem trazer desafios imensos para as pessoas autistas, especialmente pela mudança de rotina, pela variedade de estímulos sensoriais sonoros, visuais e também pelo próprio barulho que as pessoas fazem durante a festa".

Mariana Medeiros, mãe de Helena, de 12 anos, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), compartilha sua experiência: "Ser mãe de autista é ter uma jornada duplamente desafiadora. É vivenciar os desafios naturais de ser mãe e também os desafios diários de uma vida dividida entre o cotidiano e as terapias".

Para minimizar o impacto das festividades, especialistas recomendam antecipar à criança ou ao adulto autista o que ocorrerá nos eventos, permitindo que se preparem para as situações. Além disso, criar espaços tranquilos onde possam se retirar em caso de sobrecarga sensorial é fundamental. O uso de fones abafadores de ruído também pode ser uma estratégia eficaz para aqueles com sensibilidade auditiva.

Cristiane Aparecida, mãe de Arthur, que tem TEA e transtorno sensorial, relata: "Os desafios são gigantescos. Eu nem sabia o que era transtorno undo como ele enxerga é diferente, e que cabe a mim aprender com ele para auxiliá-lo".

A alimentação também requer atenção especial. Muitas pessoas autistas apresentam seletividade alimentar, e introduzir novos alimentos durante as festas pode ser estressante. Levar pratos familiares e respeitar as preferências alimentares ajuda a tornar o momento mais agradável.

Além disso, é importante considerar que o toque físico, comum em cumprimentos festivos, pode ser desconfortável para indivíduos com TEA. Evitar abraços ou contatos físicos não solicitados e respeitar os limites pessoais são atitudes que contribuem para o bem-estar dessas pessoas durante as celebrações.

Compreensão, planejamento e respeito às necessidades específicas das pessoas com autismo são essenciais para que todos possam desfrutar das festividades de fim de ano de maneira harmoniosa e inclusiva.

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