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Maduro desafia Corte Internacional e realiza “eleição” simbólica em Essequibo

  Manobra política reforça tensão entre Venezuela e Guiana por território rico em petróleo O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro , desa...


 

Manobra política reforça tensão entre Venezuela e Guiana por território rico em petróleo

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, desafiou abertamente a decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) ao realizar, nesta semana, uma eleição simbólica em Essequibo, região disputada com a Guiana. A ação, considerada provocativa pela comunidade internacional, acontece mesmo após a CIJ ordenar que a Venezuela se abstivesse de qualquer tentativa de anexação do território.

O pleito simbólico faz parte de uma estratégia política de Maduro para afirmar a soberania venezuelana sobre a região do Essequibo, que ocupa cerca de 70% do território guianense e é rica em recursos naturais, especialmente petróleo. A Guiana administra o território há mais de um século, mas a Venezuela nunca reconheceu oficialmente a soberania guianense sobre a área.

A “eleição” promovida por Maduro foi realizada em meio a um clima de forte propaganda nacionalista, onde autoridades venezuelanas instalaram centros eleitorais improvisados para que cidadãos manifestassem apoio à anexação. O governo chavista trata a ação como uma resposta ao "imperialismo" e como forma de “recuperar” um território que, segundo a retórica oficial, historicamente pertence à Venezuela.

A Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, já havia emitido uma decisão provisória, determinando que Caracas não tome medidas que alterem o status atual da região até que o litígio territorial seja julgado definitivamente. A postura do governo venezuelano, portanto, pode configurar uma violação direta ao direito internacional.

A Guiana, por sua vez, classificou a movimentação como um “ato hostil” e alertou para os riscos de instabilidade na região. O presidente guianense, Irfaan Ali, reiterou que o Essequibo é território soberano da Guiana e que seu país está preparado para se defender diplomaticamente e, se necessário, militarmente.

O que está em jogo?

Além do nacionalismo e da questão histórica, o verdadeiro interesse por trás da disputa está nos recursos econômicos. O Essequibo abriga reservas de petróleo e gás em alto-mar, cujo potencial de exploração atrai multinacionais e coloca a região em destaque geopolítico.

Especialistas afirmam que a atitude de Maduro tem forte ligação com o cenário político interno da Venezuela. O presidente busca reforçar sua popularidade e desviar o foco das crises econômicas e sociais que o país enfrenta. Ao recorrer ao patriotismo e ao confronto externo, Maduro pode estar tentando mobilizar apoio popular e enfraquecer a oposição em ano eleitoral.

A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos. A Organização das Nações Unidas (ONU), os Estados Unidos, o Brasil e outros países latino-americanos já se pronunciaram pedindo moderação e respeito às decisões judiciais internacionais.

Enquanto o julgamento final da CIJ não acontece, a crise entre Venezuela e Guiana permanece em estado de alerta, com possíveis impactos na estabilidade política, econômica e até militar da região.

fonte oantagonista.com.br

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