Medidas incluem teto de US$ 47,60 no barril de petróleo, bloqueio à frota fantasma, proibição ao Nord Stream e sanções a bancos russos e c...
Medidas incluem teto de US$ 47,60 no barril de petróleo, bloqueio à frota fantasma, proibição ao Nord Stream e sanções a bancos russos e chineses
A União Europeia confirmou hoje o 18º pacote de sanções contra a Rússia, descrito como "uma das rodadas mais severas de sanções" já adotadas pelo bloco. Liderado pela chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, o pacote visa intensificar a pressão econômica em resposta à invasão da Ucrânia.
Principais medidas sancionatórias
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Teto dinâmico ao preço do petróleo russo: reduzido para US$ 47,60 por barril, cerca de 15% abaixo do valor médio do mercado, substituindo o limite anterior de US$ 60.
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Bloqueio à frota fantasma: inclusão de mais de 100 petroleiros na “lista negra”, totalizando aproximadamente 444 navios sancionados.
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Banimento ao Nord Stream e proibição de transações financeiras com bancos russos por meio do sistema SWIFT.
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Sanções a entidades de tecnologia de uso dual, empresas petrolíferas russas e bancos chineses acusados de ajudar na evasão das medidas.
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Punições a 14 pessoas e 41 entidades diretamente envolvidas na agressão à Ucrânia.
Reações das lideranças internacionais
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que o pacote “ataca o coração da máquina de guerra da Rússia”. Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky classificou as novas medidas como “essenciais e oportunas”. O Reino Unido também anunciou sanções complementares contra unidades de inteligência militar russa e agentes acusados de ciberataques, ampliando a condenação internacional às ações do Kremlin.
Impactos esperados
Descrito como "extremamente rigoroso", o novo pacote pretende reduzir drasticamente as receitas russas, especialmente no setor energético. O teto dinâmico de preços busca conter os lucros e impedir práticas de evasão, como o uso de frota fantasma e transbordo de petróleo em portos de terceiros.
A aprovação enfrentou resistência de países como a Eslováquia, que exigiu garantias para reduzir gradualmente as importações de gás até 2028, mas foi superada após negociações internas. A expectativa é que o alinhamento com aliados como Estados Unidos, Japão e Reino Unido amplifique o impacto das medidas, aumentando a pressão sobre Moscou.
Com esse novo pacote, a UE demonstra que pretende manter a pressão econômica e diplomática até que a Rússia interrompa a agressão contra a Ucrânia, reforçando também a cooperação internacional no monitoramento e bloqueio de rotas clandestinas de comércio.


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