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‘Panelas’ no Discord: crianças e adolescentes expostos a crimes virtuais graves em busca de pertencimento

  Delegada alerta sobre a atração de menores por grupos que estimulam crimes como automutilação, cyberbullying e até tentativas de suicídio ...

 



Delegada alerta sobre a atração de menores por grupos que estimulam crimes como automutilação, cyberbullying e até tentativas de suicídio

Em busca de aceitação, amizade e pertencimento, crianças e adolescentes estão sendo atraídos para comunidades chamadas de “panelas” no Discord, uma popular plataforma digital de comunicação. Esses grupos funcionam como verdadeiros centros de práticas criminosas ao vivo, onde diariamente milhares de menores são vítimas ou testemunhas de crimes graves, que vão desde incentivo à automutilação até estupros virtuais e tentativas de suicídio.

Segundo a delegada Lisandréa Salvariego, coordenadora do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, esses crimes acontecem dentro dos chamados “servidores”, espaços criados no Discord que permitem conversas em texto, voz e vídeo. “Ali dentro ocorrem as mais perversas formas de crime, desde incentivo a automutilações, cyberbullying, estupros virtuais e até tentativas de suicídio infanto-juvenil”, alerta.

A delegada explica que adolescentes infratores chamam esses grupos de “panelas” e se autodenominam “paneleiros”. Os agentes do Noad se infiltram nesses servidores para mapear, investigar e prevenir os crimes cometidos nesses espaços digitais.

O Discord, lançado originalmente como plataforma para gamers, cresceu e passou a ser usado por públicos diversos. A ferramenta permite criar “servidores” privados ou públicos, divididos em canais de texto e voz, onde os participantes podem conversar, trocar imagens, vídeos, links e até realizar transmissões ao vivo. Essa liberdade e privacidade, embora seja positiva para comunidades legítimas, também abriu caminho para o surgimento de grupos organizados que praticam crimes graves.

De acordo com Lisandréa Salvariego, a sensação de pertencimento e a busca por aceitação são fatores que tornam crianças e adolescentes mais vulneráveis. “Muitos menores querem participar porque sentem que lá encontram amigos ou pessoas que os compreendem, sem saber que estão entrando em um ambiente extremamente perigoso”, diz.


O trabalho do Noad inclui infiltrações, monitoramento constante e coleta de provas digitais, fundamentais para identificar suspeitos e responsabilizá-los criminalmente. Além disso, as investigações têm caráter preventivo: quando identificam situações de risco iminente, os agentes atuam para proteger a vítima antes que algo mais grave aconteça.

Alerta para pais e responsáveis
Especialistas orientam que os pais conversem com os filhos sobre os riscos do ambiente virtual e estejam atentos a mudanças de comportamento, como isolamento, tristeza repentina ou nervosismo ao usar o celular. Também recomendam acompanhar os aplicativos instalados, saber onde e com quem as crianças conversam e, principalmente, construir um diálogo aberto para que se sintam seguras ao relatar situações estranhas ou violentas.

A delegada Lisandréa reforça que as famílias não devem demonizar a internet, mas precisam entender que, assim como o mundo físico, o ambiente virtual também oferece riscos. “O Discord e outras plataformas podem ser usadas de forma saudável, mas é essencial a presença e orientação dos pais para evitar que crianças e adolescentes sejam atraídos por essas ‘panelas’ que praticam crimes gravíssimos”, afirma.

⚠️ Em caso de suspeita ou denúncia, procure imediatamente a delegacia de polícia mais próxima ou registre ocorrência virtual para que as autoridades possam investigar.

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