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Uma explosão devastadora atingiu a tarde desta quinta-feira, 21 de agosto de 2025, nas proximidades da Escola Militar de Aviação "Marco Fidel Suárez", em Cali, no sudoeste da Colômbia. Um caminhão carregado com cilindros explosivos detonou por volta das 14h50 (GMT-5), desencadeando uma onda de destruição em um bairro residencial e comercial próximo ao local. Autoridades confirmaram inicialmente seis mortos — todos civis — e mais de 50 feridos, embora o número possa aumentar à medida que os socorros avançam.
O ataque e a destruição
O caminhão-bomba lançou cilindros explosivos contra a base militar, sendo que um deles caiu no jardim de uma residência localizada no setor do bairro Villa Colombia — área densamente povoada — quase colada ao bairro "La Base" onde está a escola militar. Um segundo caminhão com cilindros foi encontrado no local, mas o grupo especializado em antiexplosivos concluiu que não estava carregado, descartando riscos adicionais.
Resposta oficial e mobilização
Imediatamente após o ataque, o prefeito de Cali, Alejandro Éder, classificou o evento como mais um “atentado narcoterrorista” em solo colombiano e anunciou a militarização da cidade e a convocação de um conselho de segurança com a presença do presidente Gustavo Petro, que aterrissou em Cali por volta das 19h. Também foi instituída uma recompensa de até 400 milhões de pesos colombianos (aproximadamente US$ 90 mil) para quem fornecer pistas que levem aos responsáveis; a Governadoria do Valle del Cauca aderiu à premiação com o mesmo valor.
Quem está por trás do atentado?
Ainda que nenhum grupo tenha reivindicado a autoria, o presidente Petro acusou o Frente Carlos Patiño, uma dissidência das extintas FARC liderada por Iván Mordisco, de estar por trás da ação. Segundos Petro, o atentado seria uma "reação terrorista" após o cerco militar às forças dessa facção no Cañón del Micay.
Contexto de violência crescente
O atentado ocorre em um momento de escalada da violência na região. Em 10 de junho, explosões simultâneas em diferentes bairros de Cali (Meléndez, Manuela Beltrán e El Mango), atribuídas às FARC-EMC, deixaram mortos e feridos, além de surtos de pânico, toque de recolher e aumento da segurança. No mesmo dia do atentado, um helicóptero militar foi atacado por um drone em Antioquia, resultando na morte de oito policiais, em outra ação de elevada gravidade.
Impactos e próximas etapas
O episódio expôs vulnerabilidades nos sistemas de segurança da terceira maior cidade colombiana, revelando como áreas residenciais estão perigosamente próximas de alvos militares. Com isso, as autoridades intensificaram a presença de tropas, ampliaram os controles nas entradas da cidade e destinaram recursos para investigação e eventual captura dos responsáveis


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