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Israel aprova assentamentos em massa na Cisjordânia, sufocando perspectiva de Estado palestino

  O governo de Israel anunciou a aprovação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, uma decisão considerada histórica por autoridades israe...

 


O governo de Israel anunciou a aprovação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, uma decisão considerada histórica por autoridades israelenses, mas amplamente condenada pela comunidade internacional. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, ligado à ala ultranacionalista, afirmou que a medida representa um passo decisivo para fortalecer a soberania de Israel sobre territórios ocupados desde 1967.

De acordo com informações oficiais, parte dessas novas localidades inclui postos avançados já existentes que agora serão legalizados, enquanto outros serão assentamentos totalmente novos distribuídos do norte ao sul da Cisjordânia. Especialistas consideram essa a maior expansão desse tipo em mais de três décadas.

A Autoridade Palestina classificou a decisão como uma “escalada perigosa” e acusou o governo israelense de tentar impedir, de forma deliberada, a criação de um Estado palestino viável. Para os palestinos, a política de assentamentos compromete de maneira irreversível a solução de dois Estados, defendida por grande parte da comunidade internacional.

O Reino Unido e outros países aliados reiteraram que os assentamentos israelenses são ilegais de acordo com o direito internacional e representam um obstáculo concreto à paz. O governo brasileiro também se posicionou contra a decisão, classificando-a como uma violação flagrante e contrária ao parecer da Corte Internacional de Justiça, que considera a presença de Israel nos territórios ocupados como ilegal.

Organizações de direitos humanos, como a israelense Peace Now, alertam que essa expansão pode redesenhar o mapa da Cisjordânia, tornando impossível a formação de um Estado palestino contínuo e funcional. Segundo analistas, a medida consolida o controle israelense sobre áreas estratégicas e dificulta qualquer negociação futura.

O Conselho de Segurança da ONU já manifestou diversas vezes que os assentamentos representam uma violação grave do direito internacional humanitário e pediu a suspensão imediata dessas construções. Ainda assim, Israel mantém sua posição, alegando razões históricas, religiosas e de segurança para justificar a presença e expansão nos territórios.

Enquanto isso, cresce o temor de que a decisão acirre ainda mais as tensões na região, já marcada por confrontos e instabilidade. Especialistas alertam que a situação pode resultar em novos ciclos de violência, afastando ainda mais a possibilidade de uma solução pacífica para o conflito.

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