Gaza vive o pior dia em uma semana Nesta quarta-feira (13 de agosto de 2025), o Ministério da Saúde de Gaza confirmou que 123 pessoas morr...
Gaza vive o pior dia em uma semana
Nesta quarta-feira (13 de agosto de 2025), o Ministério da Saúde de Gaza confirmou que 123 pessoas morreram em decorrência dos bombardeios israelenses nas últimas 24 horas, o número mais alto registrado na última semana. A ofensiva está se intensificando com vistas a uma retomada planejada da Cidade de Gaza.
Áreas atingidas e destruição crescente
As forças israelenses concentraram ataques aéreos e bombardeios com tanques nos bairros orientais da Cidade de Gaza, incluindo Zeitoun e Shejaia, além de áreas em Khan Younis. Em Zeitoun, pelo menos 12 pessoas morreram em um disparo aéreo contra uma residência, conforme relato do hospital Al-Ahli. No centro de Gaza, nove civis foram mortos a tiros enquanto buscavam ajuda, segundo médicos palestinos.
Fome e desnutrição seguem matando
Além das mortes por bombardeio, outras oito pessoas — entre elas três crianças — morreram de fome e desnutrição nas últimas 24 horas, elevando o total desde o início da guerra para 235, incluindo 106 crianças. Israel, entretanto, contesta esses números informados pelo Ministério da Saúde de Gaza.
Discursos polêmicos e deslocamento forçado
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou a ideia — também apoiada pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump — de que os palestinos teriam "permissão para sair" de Gaza. A afirmação gerou condenação global por lembrar a tragédia histórica da Nakba, deslocamento em massa ocorrido em 1948.
Negociações diplomáticas são intensificadas
Enquanto isso, o Hamas está em conversações no Cairo com mediadores egípcios, buscando um cessar-fogo e apoio humanitário. O grupo mantém a posição de não abrir mão de suas armas antes que haja retirada israelense efetiva. Diversos países pressionam por ajuda irrestrita a Gaza e defendem que uma administração técnica, possivelmente vinculada à Autoridade Palestina, poderia assumir o governo pós-conflito.
Plano de ofensiva aprovado internamente em Israel
O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, autorizou o “conceito principal” para uma nova ofensiva em Gaza, apesar de já haver tensões internas com Netanyahu quanto à ocupação completa do território.
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