A Guiana vai às urnas hoje em uma das eleições mais decisivas de sua história. O pleito ocorre em meio a uma crise diplomática regional: o...
A Guiana vai às urnas hoje em uma das eleições mais decisivas de sua história. O pleito ocorre em meio a uma crise diplomática regional: o país expressou apoio à mobilização militar dos Estados Unidos no Caribe — uma posição duramente criticada pela Venezuela, que acusou Georgetown de fomentar uma “frente de guerra” contra seu território.
Eleições marcadas por petróleo, desigualdade e segurança
- Irfaan Ali (PPP/C) — presidente em exercício, pleiteando a reeleição com bandeiras de continuidade de investimentos em infraestrutura e reivindicação do território do Essequibo;Aubrey Norton (APNU) — oposição acusando o governo de corrupção e propondo um modelo social mais robusto;Azruddin Mohamed (WIN – partido novo) — empresário bilionário sancionado pelos EUA, busca atrair votos da juventude com postura populista;
Importância do pleito: O país, que se tornou um dos de maior crescimento econômico do mundo graças à descoberta de vastas reservas de petróleo — atualmente uma das maiores reservas per capita — decide hoje seu próximo presidente e parlamentares.
Principais candidatos:
Desafios internos: Apesar do crescimento acelerado (cerca de 40% ao ano), parte da população continua abaixo da linha da pobreza, e há fortes disputas sobre os contratos com a ExxonMobil.
Tensões políticas e militares na fronteira
Apoio formal à presença americana: Após votar, Irfaan Ali expressou que apoia "tudo o que eliminar qualquer ameaça" à segurança do país, reforçando sua posição diante das tensões com a Venezuela.
Reação da Venezuela: Caracas repudiou a atitude, acusando a Guiana de promover uma “frente de guerra” e ignorar seus direitos sobre o Essequibo. A situação é agravada por disparos vindos da Venezuela contra uma embarcação eleitoral, na região disputada, ainda que sem vítimas.
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