O procedimento simples e eficaz para limpar as vias aéreas, remover secreções, alérgenos e impurezas, sendo indicada para rinite, sinusite...
O procedimento simples e eficaz para limpar as vias aéreas, remover secreções, alérgenos e impurezas, sendo indicada para rinite, sinusite, resfriados e alívio da congestão nasal
É comum que as crianças fiquem mais secretivas – ou seja, com acúmulo de secreção, coriza ou catarro, nas vias aéreas superiores, costumeira em resfriados, viroses, alergias ou infecções como adenoidite – após o retorno às aulas, alerta otorrinolaringologista pediátrica Juliana Caixeta, presidente da Associação Goiana de Otorrinolaringologia.
“Isso ocorre por estarem expostas à um ambiente geralmente fechado, com aglomeração de pessoas e às vezes, com o ar condicionado ligado. Salas com muitos objetos também podem acumular poeira e fungos, piorando os sintomas de quem tem rinite”, afirma.
A lavagem nasal é um procedimento simples e eficaz para limpar as vias aéreas, remover secreções, alérgenos e impurezas, sendo indicada para rinite, sinusite, resfriados e alívio da congestão nasal. Utiliza soro fisiológico 0,9% aplicado via seringa ou dispositivos de alto volume, como garrafinhas, com baixa pressão, duas a três vezes ao dia.
A médica recomenda a lavagem nasal, para pessoas que estão com congestão nasal por resfriado comum, rinite alérgica ou não alérgica; secreção nasal espessa/hipersecreção, o que facilita a higiene. A lavagem nasal também auxilia na prevenção e na recuperação de sinusite e após exposição a alérgenos/pó. Entretanto, a Juliana Caixeta alerta que não existem estudos que recomendam a lavagem nasal rotineira, para pacientes saudáveis e sem sintomas.
Benefícios
A lavagem nasal oferece diversos benefícios à saúde respiratória. Quando realizada corretamente, ela pode melhorar a qualidade do ar inalado. A prática regular da lavagem nasal elimina partículas de poeira, poluição e outros agentes irritantes, melhorando a qualidade do ar que entra nos pulmões. Entre os benefícios, alivia a congestão nasal, ao remover o excesso de muco; ajuda a desobstruir as vias respiratórias, facilitando a respiração;
A prática ainda previne infecções respiratórias, pois ao limpar as narinas e seios da face, o acúmulo de secreções é evitado, o que reduz o risco de proliferação de bactérias e o desenvolvimento de infecções, como a sinusite. Para completar, a lavagem nasal pode reduzir a necessidade de medicamentos, como descongestionantes ou outros remédios, pois ajuda a aliviar naturalmente os sintomas de congestão.
Grau de dificuldade
A otorrinolaringologista explica que a lavagem nasal é mais fácil quanto maior a criança. Bebês que não sustentam o pescoço devem receber lavagem nasal com cautela e com pequenos volumes. Jamais usar seringas grandes ou garrafinhas nesses pacientes.
Acima de 2 anos de idade, a maior dificuldade é a cooperação. O ideal é iniciar aos poucos, contando com a colaboração da criança e ajustando o volume de acordo com a idade. De 2 a 5 anos, o ideal é lavar com spray ou seringas de até 10 ml. Acima dos 7 anos, a maioria das crianças consegue fazer a lavagem nasal sem supervisão, com garrafinhas ou seringas de 20 ml.
“Pacientes com obstrução nasal intensa – por desvio do septo nasal, aumento da adenoide ou rinite alérgica, por exemplo – podem não tolerar a lavagem ou evoluir com infecção de ouvido. Pacientes com perfuração do tímpano só devem realizar lavagem nasal após avaliação medica”, destaca Juliana Caixeta.
Cuidados necessários
A otorrinolaringologista alerta que na hora de realizar o procedimento são necessários alguns cuidados para evitar problemas. Entre eles, usar solução salina adequada: isotônica 0,9% (soro fisiológico) é segura; soluções comerciais estéreis ou preparar com água fervida resfriada e sal sem iodo conforme orientado. Não se deve usar água da torneira sem ferver.
Evite pressão elevada. Deve-se aplicar suavemente o spray, seringa sem agulha; não forçar. É necessário inclinar a cabeça de lado permitindo a saída pela outra narina e inclinar a cabeça para frente durante a aplicação. A frequência varia conforme necessidade e orientação, como por exemplo de duas a quatro vezes por dia em caso de resfriado e menor frequência se o objetivo for a prevenção.
“Quando realizar a lavagem nasal, é importante observar sinais de desconforto, dor de ouvido, sangramento nasal persistente, febre ou piora. Neste caso deve-se interromper o procedimento e procurar médico. Atenção à higiene, é preciso lavar as mãos antes; limpar os dispositivos com água e sabão neutro antes e depois do uso; guardá-los secos e trocá-los conforme instruções. Não compartilhe soluções entre pessoas. Em crianças com doença crônica, otites recorrentes, ou cirurgia prévia, consulte o pediatra ou otorrino antes”, orienta.
Passo a passo de como realizar a lavagem nasal
Posição: Incline o corpo e a cabeça levemente para a frente e para o lado (sobre a pia). Mantenha a boca aberta para respirar.
Ação: Introduza a seringa (sem agulha) ou dispositivo na narina, aplicando o soro suavemente.
Fluxo: O líquido deve entrar por uma narina e sair pela outra ou pela boca
Repetição: Repita o procedimento na outra narina.
Volume: Recomenda-se entre 3 a 20 ml de soro para crianças (dependendo da idade) e volumes maiores para adultos, garantindo baixa pressão para evitar dor de ouvido.
Serviço
Sugestão de pauta
A importância da lavagem nasal no retorno às aulas
Fonte especialista: médica otorrinolaringologista Juliana Caixeta
FOTOS
Foto
Legenda: A lavagem nasal oferece diversos benefícios à saúde respiratória
Crédito: Asada
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