O Irã permanece praticamente sem acesso à internet há mais de 84 horas , após o governo tomar a medida em resposta aos protestos antigover...
O Irã permanece praticamente sem acesso à internet há mais de 84 horas, após o governo tomar a medida em resposta aos protestos antigovernamentais que percorrem o país desde o final de dezembro de 2025. A suspensão das comunicações foi confirmada pela ONG de monitoramento digital Netblocks e está em vigor desde a última quinta-feira, quando grandes manifestações começaram a se intensificar em Teerã e outras cidades importantes.
A decisão que cortou internet e sinal de telefonia móvel em todo o território nacional foi oficialmente defendida pelas autoridades iranianas como necessária para conter a escalada de protestos, que, segundo o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, “tornaram-se violentos e sangrentos” com o objetivo, supostamente, de justificar uma intervenção militar estrangeira — uma alegação que não foi comprovada por observadores independentes.
Medida em meio a uma crise política e social profunda
Os protestos, que começaram no final de dezembro de 2025 e rapidamente se espalharam por todas as 31 províncias do país, foram inicialmente impulsionados por insatisfação com a crise econômica, inflação galopante e desvalorização da moeda. Eles se transformaram em um movimento mais amplo de crítica ao governo do aiatolá Ali Khamenei e ao sistema político vigente. Observadores descrevem essas manifestações como uma das maiores ondas de dissenso popular no Irã desde os protestos de 2009.
O bloqueio da internet, usado como ferramenta de controle da informação, tem dificultado a verificação independente dos eventos no terreno, inclusive sobre o número de vítimas, que varia conforme diferentes fontes. Grupos de direitos humanos relatam uma repressão violenta, com centenas de mortes e milhares de detenções, enquanto imagens e relatos que escapam do bloqueio indicam confrontos intensos entre manifestantes e forças de segurança.
Repressão e comunicação limitada
Organizações internacionais e ativistas afirmam que o apagão digital é uma estratégia do regime para quebrar a coordenação entre os manifestantes e dificultar que notícias e provas de violência cheguem ao exterior. Mesmo assim, alguns vídeos e atualizações têm sido transmitidos por meio de conexões alternativas, como serviços de internet via satélite, embora com limitações significativas.
O governo iraniano, por sua vez, afirma que a situação está “sob controle total”, mas não divulgou detalhes transparentes sobre suas ações e o uso de força. A combinação de blackout digital e repressão física torna ainda mais difícil quantificar com precisão o impacto humano e social dos protestos, que continuam em várias cidades apesar das tentativas de isolamento e censura.
A falta de comunicação levou famílias e contatos internacionais a expressar preocupação pública, já que muitos cidadãos ainda não conseguem restabelecer contato com parentes dentro do país. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha de perto os acontecimentos, e a situação segue em evolução, com potenciais desdobramentos políticos e diplomáticos nos próximos dias.
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