Prisões de norte-americanos na Venezuela aumentam tensão entre Washington e o governo Maduro

 


Autoridades venezuelanas detiveram pelo menos cinco cidadãos dos Estados Unidos nos últimos meses, em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Washington e o governo do presidente Nicolás Maduro. A informação foi confirmada à CNN por um funcionário norte-americano com conhecimento direto do caso.

Segundo a fonte, os casos apresentam circunstâncias distintas, e alguns dos detidos podem ter estado envolvidos em atividades ilegais, incluindo o contrabando de drogas. O governo dos Estados Unidos está reunindo informações para esclarecer as razões da presença desses cidadãos na Venezuela e os detalhes de suas detenções.

Integrantes do governo do presidente Donald Trump avaliam que Caracas estaria utilizando as prisões como instrumento de pressão política sobre os Estados Unidos. Essa estratégia estaria relacionada ao fortalecimento da campanha norte-americana contra Maduro, que inclui ações contra embarcações suspeitas de tráfico, ataques a instalações estratégicas e o endurecimento do bloqueio ao setor petrolífero venezuelano.

De acordo com autoridades americanas, a prática se assemelha à adotada pela Rússia — aliada histórica da Venezuela — que nos últimos anos prendeu cidadãos dos EUA como forma de barganha diplomática em um cenário de relações bilaterais deterioradas.

O jornal The New York Times foi o primeiro a divulgar a informação sobre as detenções recentes. O Departamento de Estado dos EUA não respondeu aos pedidos de esclarecimento, enquanto a Casa Branca também não se manifestou oficialmente até o momento.

Embora o governo Trump evite afirmar publicamente que busca uma mudança de regime na Venezuela, tem acusado Maduro de ilegitimidade e de envolvimento com o narcotráfico. Nos últimos meses, Washington intensificou a pressão econômica e financeira, incluindo o bloqueio de navios petroleiros sancionados e novas medidas restritivas.

Em dezembro, o Departamento de Estado anunciou sanções contra familiares do presidente venezuelano, incluindo três sobrinhos e sua cunhada. No mesmo período, os Estados Unidos realizaram seu primeiro ataque direto a um alvo terrestre em solo venezuelano, atingindo uma instalação portuária por meio de um ataque com drone da CIA, conforme noticiado pela CNN.

“Está claro que a situação atual com o regime venezuelano é inaceitável para os Estados Unidos”, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio, ao comentar a política adotada pelo governo norte-americano.

Entidades de direitos humanos afirmam que a Venezuela mantém centenas de presos políticos, muitos detidos após as eleições de 2024, consideradas antidemocráticas por observadores independentes. Nesta semana, organizações locais informaram a libertação de dezenas de pessoas de prisões venezuelanas.


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