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Como a guerra no Oriente Médio afeta a inflação em grandes economias? Compare

  Índices de preços ao consumidor de março serão divulgados no início de abril, mas Brasil, EUA, China, UE, Índia e Japão já sentem os efeit...

 


Índices de preços ao consumidor de março serão divulgados no início de abril, mas Brasil, EUA, China, UE, Índia e Japão já sentem os efeitos dos preços do petróleo e de quebras na cadeia de suprimentos

O Fundo Monetário Internacional (IMF) alertou nesta semana que “todas as estradas” levam a preços mais altos e crescimento mais lento no mundo em 2026 caso o conflito no Oriente Médio continue a limitar a quantidade de petróleo, gás e fertilizantes que saem do Golfo Pérsico.

Para o Fundo, países de todos os continentes serão afetados caso isso aconteça, com  o aumento dos custos de energia e alimentos prejudicando o crescimento econômico, o que poderá deixar cicatrizes duradouras na economia global.

O organismo internacional destacou que grandes importadores de energia na Ásia e na Europa estão suportando o peso dos custos mais altos de combustível e insumos. Cerca de 25% a 30% do petróleo global e 20% do gás natural liquefeito passam pelo Estreito de Ormuz, alimentando a demanda não apenas na Ásia, mas também em partes da Europa.

E que economias fortemente dependentes das importações de petróleo na África e na Ásia estão tendo cada vez mais dificuldade para acessar os suprimentos de que precisam, mesmo com preços inflacionados.

InfoMoney fez um levantamento atualizado sobre os impactos já sentidos e as expectativas dos efeitos da guerra no Oriente Médio nos indicadores oficiais de inflação de grandes economias. Veja abaixo:

Brasil

Os alertas inflacionários no Brasil estão ligados após a aceleração dos preços internacionais do petróleo em março. O último boletim Focus do Banco Central, que capta as projeções do mercado para diversas variáveis macroeconômicas, mostrou expectativas para o IPCA em alta por 3 semanas seguidas. A projeção para 2026 agora está em 4,31%, ante 4,17% na semana anterior e 3,91% há um mês.

O IPCA-15 de março, divulgado na semana passada, ficou em 0,44%, mas não pegou toda a piora de cenário do mês, que só deve ser espelhada no índice cheio, que será divulgado pelo IBGE no dia 10. Mas um alerta dentro do indicador prévio veio do óleo diesel, que mostrou teve variação positiva de 3,77% ante fevereiro. Acompanhamentos setoriais divulgados nesta semana captaram altas entre 13% e 14% no diesel durante o mês.

A segunda-feira, a FGV/Ibre informou que o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) voltou ao terreno positivo em março, registrando alta de 0,52% , após cair 0,73% em fevereiro. Dentro do indicador, o Índice de Preços ao Produtor Amplo saiu de uma queda de -1,18% para uma alta de 0,61%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor ficou nos mesmos 0,30%.

O risco inflacionário ainda não foi suficiente para as casas de investimentos mudarem suas projeções de que o Banco Central continuará a reduzir juros na próxima reunião do Copom, no final de abril. Mas já há uma tendência de revisões sobre o tamanho dos cortes até o final do ano, que podem ficar abaixo dos 300 pontos-base calculados antes da guerra.


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