Page Nav

HIDE

Ultimas Noticias:

latest

Ouça

🔴 Rádio Estrelinha • ON AIR

Video

Últimas notícias

View All

CÂNCER DE BOCA: O que você precisa saber sobre sinais, riscos e prevenção

  Cigarro e bebida alcoólica continuam sendo os principais responsáveis pelos casos de câncer de boca no Brasil. O alerta é da professora Br...

 



Cigarro e bebida alcoólica continuam sendo os principais responsáveis pelos casos de câncer de boca no Brasil. O alerta é da professora Brunna Serrão, coordenadora do curso de Odontologia da Estácio, durante a Campanha Nacional de Prevenção e Diagnóstico do Câncer de Boca, o Maio Vermelho.

Segundo a professora, quando a doença é descoberta precocemente, as chances de cura podem chegar a 80%. O problema é que, na maioria dos casos, o diagnóstico ainda acontece em estágios avançados, tornando o tratamento mais difícil e aumentando as chances de sequelas.

Em Roraima, a situação segue o mesmo padrão observado no restante do país: grande parte dos casos chega aos serviços de saúde quando a doença já está avançada. A professora explica que os sinais iniciais costumam ser silenciosos e, muitas vezes, confundidos com problemas simples, como a afta, por exemplo, o que atrasa a busca por atendimento.

“Apesar do aumento das campanhas de prevenção e da maior divulgação sobre a importância do autoexame e das consultas odontológicas regulares, o diagnóstico precoce ainda é um desafio, principalmente em regiões com dificuldade de acesso aos serviços especializados”, observa.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que mais de 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço chegam aos serviços especializados em estágio avançado. Para a coordenadora, isso reforça a importância do acompanhamento odontológico e da atenção aos sinais que aparecem na boca.

De acordo com a professora, o tabagismo e o consumo de álcool lideram os fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Quando associados, os riscos aumentam ainda mais. “O cigarro é o principal fator de risco isolado. Quando associado ao álcool, o potencial de desenvolvimento da doença cresce significativamente. Estima-se que grande parte dos casos esteja relacionada diretamente a esses hábitos”, explica.

Outros fatores também podem contribuir para o surgimento do câncer de boca, como infecção por HPV, exposição solar sem proteção nos lábios, má higiene bucal, uso de próteses mal adaptadas e alimentação pobre em frutas e vegetais.

A professora explica ainda que o HPV, especialmente os tipos 16 e 18, também pode provocar câncer de boca. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, incluindo sexo oral. “Após infectar as células da boca e da garganta, o HPV pode provocar alterações que favorecem o surgimento de tumores. Essa associação tem sido observada principalmente em casos que envolvem a garganta e a orofaringe”, afirma.

Segundo a professora, o vírus também tem sido apontado como um dos responsáveis pelo aumento de casos em pessoas mais jovens, muitas vezes sem histórico de tabagismo ou consumo de álcool. “Por isso, a vacinação contra o HPV e o uso de preservativos são medidas importantes de prevenção”, reforça.

Uma dúvida comum é saber quando uma ferida na boca pode representar algo mais grave. A professora explica que a afta comum costuma doer, dura pouco tempo e geralmente cicatriza em até 14 dias. Já uma lesão suspeita apresenta características diferentes. “Uma lesão suspeita de câncer normalmente não cicatriza após duas semanas, pode apresentar áreas esbranquiçadas ou avermelhadas, endurecimento, sangramento, aumento de volume ou dificuldade para falar e engolir. Outro ponto importante é que muitas dessas lesões não causam dor no início”, explica.

A orientação é clara: “Qualquer ferida que não desapareça em até 15 dias deve ser avaliada por um dentista ou profissional de saúde.”


AUTOEXAME

O autoexame da boca é simples e pode ser feito em frente ao espelho. Segundo a coordenadora, o procedimento ajuda a identificar alterações antes que o problema avance. O passo a passo é:


* Observe os lábios por dentro e por fora;  

* Examine as gengivas e as bochechas;  

* Levante e movimente a língua para observar as laterais e a parte inferior;  

* Observe o céu da boca e a garganta;  

* Procure feridas, manchas brancas ou vermelhas, caroços, áreas endurecidas ou sangramentos.


“O autoexame não substitui a avaliação profissional, mas auxilia no diagnóstico precoce. Qualquer alteração que persista por mais de 15 dias deve ser investigada”, completa.

A professora reforça ainda que a recomendação é consultar o dentista pelo menos uma vez a cada seis meses, não apenas para cuidar dos dentes, mas também para que o profissional examine a boca em busca de alterações suspeitas.




D

DESTAQUES