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25 anos ocasionando um vício de poder: A Crise na Venezuela

  Por Libia López A Venezuela vive uma crise política, econômica e social que vem se agravando ao longo das últimas décadas, sob o governo d...

 

Por Libia López

A Venezuela vive uma crise política, econômica e social que vem se agravando ao longo das últimas décadas, sob o governo de Nicolás Maduro, que manteve as diretrizes da extrema esquerda iniciadas por Hugo Chávez. A ascensão do chavismo marcou o início de um novo regime em 6 de dezembro de 1998, quando o coronel Hugo Chávez venceu as eleições presidenciais. Antes disso, Chávez havia protagonizado uma tentativa de golpe de Estado em 1992, destacando-se como uma figura controversa na política venezuelana.

A Ascensão do Chavismo e o Socialismo do Século XXI

Chávez implementou um regime que ele mesmo chamou de “socialismo do século XXI”, promovendo um modelo político conhecido como “bolivarianismo”. Essa ideologia buscava reformular a Constituição e o Estado venezuelano, com a intenção de desfazer o que era visto como um “Estado burguês”, porque ''SER RICO É MAL'' essa sempre foi sua fala. 

Antes da ascensão de Chávez, a política venezuelana era marcada por um pacto de alternância de poder entre dois partidos principais, com uma orientação liberal. Alguns analistas aseguram que, a Revolução Bolivariana que Chávez liderou, visava libertar a Venezuela e outros países do continente do que era considerado imperialismo dos Estados Unidos.

Os inicios de Maduro

Após a morte de Chávez em 2013, Nicolás Maduro, então vice-presidente, assumiu o poder, continuando as políticas de extrema esquerda do chavismo. Maduro frequentemente denuncia o “imperialismo norte-americano” em seus discursos, mantendo uma retórica alinhada com a esquerda radical global.

No governo de Maduro, a Venezuela experimentou uma total nacionalização da economia e um controle absoluto da política cambial, características marcantes de um governo de extrema esquerda. Essas estratégias políticas, levaram o país a uma crise econômica severa, com hiperinflação, escassez de produtos básicos e uma redução drástica do PIB em sete anos.

Migração 

As políticas econômicas chavistas resultaram em um êxodo massivo de migrantes, enquanto a sociedade venezuelana enfrentava um alto grau de conflito social. Milhares de protestos contra o governo de Maduro foram reprimidos com violência, intensificando a crise política e humanitária no país.

Segundo Leandro Consentino, cientista político e professor do Insper Ensino Superior de Negócios,  argumenta que a própria definição de esquerda e direita política pode ser limitada ao analisar regimes como o de Maduro. No entanto, o próprio governo venezuelano se identifica como de esquerda, e suas práticas autoritárias e radicais reforçam essa classificação.

Eleiçoes misturadas com autoritarismo

O governo de Maduro é frequentemente descrito como autoritário, com uma concentração de poder significativa na presidência. Caraterístico de um regime autoritário, onde a Constituição venezuelana tem  cinco poderes (Poder Executivo, Poder Legislativo, Poder Judiciário, Poder cidadão e Eleitoral) todos eles estão subordinados ao presidente, configurando um regime autoritário.

Esse autoritarismo diferencia Maduro do chavismo original, pois suas ações visam manter a Revolução Bolivariana no poder, mesmo que isso signifique romper com princípios democráticos.  Maduro tomou medidas autoritárias para garantir a continuidade do projeto político-ideológico bolivariano.

Recentemente, a Human Rights Watch (HRW) relatou mortes em protestos relacionados às eleições presidenciais do 28 de julho, enquanto ONGs contabilizam mais de 300 presos políticos antes mesmo das eleições, sequestros e muita repressão provindo de uma clara ameaça anunciada como ''UM BANHO DE SANGUE''. 

O que vêm

O governo Maduro é visto por alguns especialistas como um regime fechado, onde as eleições não são livres nem justas. Devido ao autoritarismo e ao poder sobre os poderes públicos as possíbilidades de  fraude eleitoral são enormes, o governo venezuelano se afasta do populismo radical para se tornar um regime de extrema esquerda, com uma oposição limitada e uma democracia enfraquecida.

A crise na Venezuela continua a ser um desafio complexo, com profundas implicações políticas, econômicas e sociais para o país e para a região. Enquanto a situação evolui, o futuro da Venezuela permanece incerto, com milhões de cidadãos buscando desesperadamente por mudanças e esperança em meio à adversidade.



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