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Como investir em ações após a manutenção da Selic em 15% ao ano — estratégias e desafios

  A decisão recente do Comitê de Política Monetária ( Copom ) de manter a taxa Selic em 15% ao ano reacendeu debates entre investidores: co...

 


A decisão recente do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano reacendeu debates entre investidores: com juros tão elevados, a renda fixa volta a ganhar destaque, enquanto a renda variável — especialmente as ações — enfrenta o desafio de provar seu valor. Neste cenário, quais estratégias se mostram mais promissoras para quem quer investir em ações, considerando o custo de oportunidade gerado pelos juros altos?

O novo cenário com juros altos

A “barreira” que a renda fixa impõe

Com a Selic em 15%, títulos públicos e crédito privado oferecem retorno relativamente elevado e risco percebido mais baixo.  Isso exige que ações apresentem perspectivas de valorização superiores a esse patamar para compensar esse diferencial. Segundo Thiago Calestine, economista da Dom Investimentos, ações precisam subir ao menos 15% ao ano para valerem a pena frente à renda fixa. 

Perspectiva de cortes futuros dos juros

Há expectativa de que o ciclo de juros altos pode começar a ceder ainda em dezembro.  Esse possível recuo no custo do capital torna o horizonte de investimento em ações mais atraente, já que melhora as condições de financiamento das empresas e reverte (ao menos parcialmente) a desvantagem relativa frente à renda fixa.

Estratégias recomendadas pelos especialistas

Foco em empresas resilientas e pagadoras de dividendos

Setores com receita previsível — como elétricas, saneamento e instituições financeiras sólidas — são vistos como relativamente “seguros”.  Empresas que entregam caixa constante, têm baixa alavancagem financeira e capacidade de distribuir dividendos oferecem proteção ou amortizam perdas em cenários adversos.

Seletividade extrema

Nem todas as empresas dentro dos setores cíclicos ou defensivos oferecem bons retornos: o cuidado está em evitar aquelas com estrutura de capital frágil, dívidas altas, ou com projeções de lucro pouco confiáveis (os “guidances”). 

Diversificação e alocação gradual

Montar posições de forma gradual evita exposição excessiva em momentos de pico de preços. A diversificação — entre setores, empresas maduras e mais especulativas — ajuda a suavizar a volatilidade.

Setores com potencial mais elevado (e risco)

Varejo e construção civil: já valorizados, mas ainda podem oferecer espaço de crescimento, embora mais arriscados.

Turismo e aviação civil: muito voláteis, porém podem se beneficiar fortemente se os juros começarem a cair.

Exemplos práticos de empresas recomendadas

Alguns papéis já são destacados pelos analistas como exemplos de escolhas com perfil defensivo ou de dividendos:

  • Sabesp (SBSP3), Eletrobras (ELET6) e Vivo (VIVT3) — por perfil defensivo e bom fluxo de caixa.
  • Itaú (ITUB3) e Santander (SANB11) — pelos dividendos e solidez no setor financeiro. Entretanto, há alerta para que novos choques externos (por exemplo, tarifas ou outras políticas) possam impactar negativamente esses bancos.

O que observar com atenção

  • Inflation (inflação): para que ações prosperem, é preciso que a inflação se mantenha sob controle, reduzindo a erosão do poder de compra e melhorando as margens das empresas.
  • Risco fiscal e eleitoral: incertezas políticas ou de contas públicas elevadas elevam o risco associado ao mercado de ações.
  • Fluxo externo: a entrada de capital estrangeiro pode impulsionar a bolsa, mas também gerar volatilidade se houver reversão rápida.
  • Câmbio: um real mais depreciado pode favorecer empresas exportadoras ou que dependem de receitas em dólar, compensando parte da pressão dos juros.

Manter a Selic em 15% ao ano cria um cenário de alto custo de oportunidade para renda variável: para que valha a pena investir em ações, os retornos esperados precisam ser suficientemente superiores aos oferecidos pela renda fixa.

Ainda assim, para aqueles com perfil moderado a agressivo, existe espaço para ganhos, desde que haja seletividade, foco em empresas sólidas e pagamento de dividendos, diversificação e visão de longo prazo. Um talvez diferencial seja conseguir capturar ganhos de valorização quando o ciclo de juros se inverter, algo esperado para os próximos meses, dependendo do comportamento da inflação e da política fiscal.


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