Por Lucas Machado ABRASEL
Clientes antecipam reservas e buscam ambientes coletivos na reta final da temporada do futebol
A reta final de novembro e dezembro voltou
a reunir torcedores nas mesas de bares e restaurantes de todo o país. A fase
final do Campeonato Brasileiro, a decisão da Libertadores no próximo dia 29 e
as etapas decisivas da Copa do Brasil ao longo de dezembro criam um calendário
intenso que coloca o jogo no centro da vida social de muitos brasileiros. A
sequência de partidas importantes fortalece a relação entre bares e torcedores,
que buscam ambientes coletivos para acompanhar o time do coração e viver a
emoção que só o futebol proporciona.
O hábito de sair para ver o jogo se
consolidou ao longo dos últimos anos. O salão cheio, as mesas ocupadas horas
antes do apito inicial e a vibração coletiva mostram como o momento ganhou ares
de experiência social. Não se trata apenas de assistir à partida, mas de
transformar o jogo em um programa completo, que envolve comida, bebida e
convivência com outros torcedores.
Esse comportamento não é novidade. Em 2022,
durante a Copa do Mundo, um levantamento da Abrasel registrou aumento de cerca
de 30% no faturamento de bares e restaurantes na primeira semana do torneio.
Reservas corporativas retornaram, torcedores se organizaram para ver o jogo
fora de casa e diversos estabelecimentos aproveitaram o calendário para
reforçar equipe e ampliar estoques. O fenômeno confirmou algo que se repete
agora em 2025: quando o jogo importa, o público busca o bar.
Ambiente coletivo transforma jogo em
experiência completa
A escolha pelo bar para assistir a um jogo
decisivo tem explicação simples. O ambiente coletivo intensifica cada lance,
cria atmosfera semelhante à arquibancada e desperta no torcedor a sensação de
pertencimento. Telas grandes, som ajustado e mesas cheias ajudam a transformar
o jogo em um evento social, especialmente quando envolve clubes de grande apelo
nacional.
Em Brasília, o Five Sport Bar
observa esse movimento de perto. O administrador Victor Delgado percebe que a
procura cresce de forma evidente nas decisões. “As finais com times brasileiros
sempre trazem um aumento muito forte de público”, explica. Segundo ele, o
comportamento do cliente também muda. As reservas aparecem com antecedência e
muitos torcedores chegam cedo para garantir um bom lugar. Depois que o jogo
termina, o salão esvazia rapidamente. “Acaba o jogo e o pessoal começa a fechar
as contas. O clima é de viver aquele momento e encerrar a noite na mesma
emoção”, afirma.
A diversidade de torcedores em Brasília
exige atenção especial. A cidade recebe pessoas de todo o país e isso se
reflete dentro do bar. Clubes de diferentes regiões ocupam as mesas, mas alguns
sempre se destacam. “Nossa operação recebe torcedores de todos os times, porém
o Flamengo dá sempre maior quórum”, conta Victor. Para acompanhar esse fluxo, o
bar amplia estoque, reforça equipe e controla a ocupação. “Antecipamos as
reservas e deixamos a equipe completa, principalmente no atendimento do salão”,
explica.
Em Curitiba, o Cartolas Sports Bar
revela outra faceta da experiência de assistir ao jogo fora de casa. A capital
paranaense tem um dos públicos mais diversos do país, com grande presença de
torcedores de clubes de fora do estado. O fenômeno cria uma mistura única de
camisas, sotaques e rituais que transforma qualquer jogo em encontro coletivo.
A proprietária Angie Machado observa isso diariamente. “A gente recebe muitos
torcedores de times de fora de Curitiba. Esses torcedores inclusive representam
nosso maior público”, afirma.
A convivência entre tantas torcidas
funciona graças ao clima criado dentro da casa. Angie conta que provocações
aparecem, mas em tom leve e amigável. “Temos muita confiança em nossos clientes
e nos dez anos em que estamos na administração do bar nunca tivemos problemas
entre torcidas”, diz. Em muitos casos, dancinhas, brincadeiras e risadas se
misturam. “O que a gente observa é sempre uma provocação ou outra que acaba
entre apertos de mãos e confraternização no final”, completa.
As decisões impulsionam o movimento e
elevam o faturamento. “São sempre nossos melhores dias de venda. A procura é
maior e o torcedor empolgado com o time consome melhor”, afirma Angie. Além das
grandes finais, o bar atrai quem procura transmissões de jogos menos exibidos
em outras casas, como partidas de divisões inferiores e clubes com torcidas
menores. Essa oferta ampla amplia o vínculo com o cliente que vê no bar um
lugar seguro para acompanhar qualquer jogo.
Bares se preparam para semanas de forte
movimento
Os próximos dias devem manter bares cheios
em várias regiões do país. A final da Libertadores entre Palmeiras e Flamengo,
duas das maiores torcidas do país, promete lotar casas que recebem torcedores
das duas equipes, presentes em praticamente todas as capitais. Logo depois, o
Campeonato Brasileiro define título, vagas internacionais e permanência de diversos
clubes. A Copa do Brasil encerra o calendário com semifinais e final até a
metade de dezembro.
Para o cliente, ver o jogo no bar é uma
forma de celebrar a paixão
pelo futebol e transformar a partida em encontro social. Para os
bares, é uma época de movimento forte, energia positiva e oportunidade de
fidelizar público. A tradição brasileira de viver o jogo em coletivo se renova
a cada temporada. Em cada coro de gol, em cada lance tenso e em cada mesa que
vibra junto, bares e restaurantes reafirmam seu papel como palco da paixão
nacional.
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