Análise explica por que Delcy está no centro das negociações e oposição civil fica fora da fase inicial
Após os acontecimentos deste sabado 3 de janeiro, que culminaram na retirada de Nicolás Maduro do poder e sua transferência para os Estados Unidos, a Venezuela entrou em uma fase crítica de reorganização política e institucional, marcada por decisões pragmáticas e negociações de alto risco.
No centro desse novo cenário está a vice-presidente Delcy Rodríguez, figura que, apesar de rejeitada por amplos setores da oposição, passou a ocupar lugar estratégico nas conversas iniciais sobre a transição. A escolha não é ideológica nem simbólica, mas operacional.
Por que Delcy Rodríguez está na mesa?
Segundo analistas ouvidos por meios internacionais, Delcy representa hoje três elementos considerados essenciais para evitar o colapso imediato do Estado venezuelano:
Fontes diplomáticas ressaltam: não se trata de simpatia política, mas de utilidade estratégica.
Por que María Corina Machado não entra agora?
Apesar de seu capital político e apoio popular, María Corina Machado não participa da fase inicial da transição por um motivo central: ela não controla poder material.
Ela não dispõe de comando sobre forças armadas, território, logística ou cadeias operacionais capazes de garantir estabilidade imediata. Além disso, para o núcleo duro do chavismo, sua figura é vista como uma ameaça existencial, o que inviabilizaria qualquer negociação urgente.
Inseri-la neste momento poderia travar diálogos e acelerar confrontos.
E o papel de Edmundo González?
Edmundo González é reconhecido como símbolo eleitoral e figura civil de consenso, mas não atua como operador de poder em contextos de crise aguda. Seu papel é considerado relevante para uma etapa posterior, quando o país sair do risco imediato de convulsão.
A lógica fria das transições políticas
Especialistas apontam que processos de transição seguem, historicamente, três fases claras:
Um erro comum
Para analistas, um dos erros emocionais mais recorrentes é acreditar que a queda de um líder automaticamente coloca “os bons” no poder. Na prática, primeiro governam os que evitam o incêndio, depois os que sabem administrar, e só então os que representam politicamente a sociedade.
O que esperar agora?
A leitura estratégica predominante indica que María Corina Machado não está fora do jogo, mas fora desta jogada específica. Ela tende a ser uma figura de legitimação futura, possivelmente capitalizando politicamente quando o cenário permitir eleições e estabilidade mínima.
A ausência total da líder opositora nas próximas fases, porém, seria vista como sinal de alerta.
A história, mais uma vez, não começa onde muitos gostariam — mas onde a realidade permite.
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