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Número de mortos após terremotos na Venezuela chega a 235 enquanto buscas por sobreviventes entram em fase decisiva

  Equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros em diferentes regiões do país; autoridades alertam que o balanço pode aumentar na...

 



Equipes de resgate seguem trabalhando entre os escombros em diferentes regiões do país; autoridades alertam que o balanço pode aumentar nas próximas horas.

O número de vítimas fatais provocadas pelos dois fortes terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) subiu para 235, segundo atualização divulgada pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado. As operações de busca continuam em diversas cidades afetadas, onde centenas de equipes trabalham na tentativa de localizar sobreviventes sob estruturas que desabaram.

As autoridades venezuelanas ressaltam que os números permanecem provisórios, já que muitas áreas ainda não foram completamente vistoriadas. Além das mortes confirmadas, milhares de pessoas receberam atendimento médico em hospitais e unidades de emergência, enquanto dezenas de famílias continuam procurando parentes desaparecidos.

Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com poucos segundos de intervalo e foram considerados um dos eventos sísmicos mais intensos registrados na Venezuela em mais de um século. Os tremores atingiram principalmente a faixa norte do país, provocando danos significativos em edifícios residenciais, hospitais, escolas e estabelecimentos comerciais.

Resgates seguem em ritmo intenso

A prioridade das equipes de emergência continua sendo localizar pessoas presas sob os escombros. Bombeiros, militares, profissionais da Defesa Civil e voluntários atuam em áreas onde houve colapso de edifícios, utilizando equipamentos especializados para identificar possíveis sobreviventes.

Especialistas em resposta a desastres lembram que as primeiras 72 horas após um terremoto costumam representar o período mais importante para o resgate de vítimas com vida. Por esse motivo, as operações permanecem ininterruptas, mesmo diante das dificuldades provocadas por réplicas sísmicas e pelos danos à infraestrutura.

Em algumas localidades, moradores iniciaram os primeiros resgates antes mesmo da chegada das equipes oficiais, utilizando ferramentas improvisadas para retirar vítimas dos escombros.

Milhares de feridos pressionam o sistema de saúde

O impacto do desastre também é sentido na rede hospitalar venezuelana. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 4.300 pessoas ficaram feridas e necessitaram de atendimento médico, aumentando a pressão sobre hospitais que já enfrentavam limitações estruturais antes do terremoto.

Unidades de saúde de diferentes estados receberam reforço de profissionais, medicamentos e materiais de emergência para atender ao elevado número de pacientes.

Enquanto isso, autoridades sanitárias monitoram riscos adicionais, como a interrupção de serviços básicos, falta de energia elétrica em algumas regiões e dificuldades logísticas para o transporte de feridos.

La Guaira concentra os maiores danos

Entre as regiões mais atingidas está o estado de La Guaira, onde diversos edifícios desabaram total ou parcialmente. A área foi declarada zona de emergência pelas autoridades nacionais devido à extensão dos danos registrados.

Além das perdas humanas, milhares de famílias tiveram que abandonar suas residências por causa do risco de novos desabamentos. Escolas, centros esportivos e outros espaços públicos passaram a funcionar como abrigos temporários para os desabrigados.

Apoio internacional começa a chegar

Diversos países anunciaram apoio humanitário à Venezuela após a tragédia. Equipes especializadas em busca e salvamento, além de ajuda médica e suprimentos, começaram a ser mobilizadas para reforçar as operações no país.

Governos estrangeiros também acompanham a situação de seus cidadãos que vivem ou estavam em viagem pela Venezuela durante o terremoto. Representações diplomáticas permanecem em contato com as autoridades locais para prestar assistência consular quando necessário.

Balanço pode aumentar

Apesar da atualização oficial para 235 mortos, as autoridades reconhecem que o número de vítimas ainda poderá crescer à medida que novas áreas forem alcançadas pelas equipes de resgate.

O cenário permanece dinâmico, com trabalhos de busca ocorrendo em dezenas de pontos afetados. Paralelamente, o governo concentra esforços na assistência às famílias desalojadas, na recuperação dos serviços essenciais e na avaliação dos prejuízos provocados pelo desastre.

Enquanto a Venezuela enfrenta uma das maiores emergências naturais de sua história recente, organismos internacionais e equipes humanitárias seguem acompanhando a evolução da situação e ampliando as ações de apoio às populações atingidas.



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