Por Libia López Tremor foi sentido em pelo menos 14 estados venezuelanos, levou milhares de pessoas às ruas, provocou danos estruturais e...
Por Libia López
Tremor foi sentido em pelo menos 14 estados venezuelanos, levou milhares de pessoas às ruas, provocou danos estruturais em edifícios da capital e mobilizou autoridades diante do risco de réplicas e ondas perigosas no Caribe.
Um forte terremoto de magnitude 7,1 atingiu a Venezuela na tarde desta quarta-feira (24), provocando momentos de pânico em Caracas e em diversas regiões do país. O abalo sísmico, considerado um dos mais intensos dos últimos anos em território venezuelano, foi sentido por mais de um minuto em algumas localidades, segundo relatos de moradores nas redes sociais.
De acordo com informações preliminares do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto ocorreu a uma profundidade aproximada de 13 quilômetros, com epicentro localizado na região centro-norte da Venezuela, próximo a Montalbán e Morón, áreas situadas entre os estados de Carabobo e Yaracuy. A baixa profundidade contribuiu para que os efeitos fossem sentidos com grande intensidade em extensas áreas do país.
Relatos recebidos por veículos de comunicação e publicados nas redes sociais indicam que o tremor foi percebido em Caracas, Bolívar, Aragua, Falcón, Anzoátegui, Lara, Táchira, Sucre, Delta Amacuro, Monagas, Miranda, Guárico, Barinas e Portuguesa. Em vários desses estados, moradores abandonaram edifícios, residências e centros comerciais por medo de desabamentos e de novas réplicas.
Em Caracas, as cenas foram de tensão. Vídeos compartilhados por moradores mostram pessoas correndo para as ruas enquanto prédios balançavam. Diversas imagens registraram rachaduras em paredes, vidros quebrados e danos em estruturas residenciais e comerciais. Em alguns pontos da capital também surgiram relatos de colapsos parciais de edificações, embora as autoridades ainda estejam realizando levantamentos oficiais sobre a extensão dos danos.
Uma moradora relatou nas redes sociais que o tremor "durou mais de um minuto e foi muito forte". Comentários semelhantes se multiplicaram ao longo da tarde, demonstrando a intensidade do fenômeno e o impacto psicológico causado entre a população.
Além da Venezuela, o terremoto também foi sentido em regiões da Colômbia, especialmente em Bogotá e áreas próximas à fronteira, onde autoridades monitoraram possíveis consequências do evento sísmico.
Outro fator que aumentou a preocupação das autoridades foi a emissão de alerta de tsunami pelo Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC). O organismo informou que ondas potencialmente perigosas poderiam atingir áreas localizadas em um raio de até 300 quilômetros do epicentro. A advertência incluiu partes da costa venezuelana e as ilhas de Aruba, Curaçao e Bonaire.
Especialistas lembraram que a primeira onda nem sempre é a mais intensa e que o perigo pode permanecer por várias horas devido à possibilidade de múltiplas ondas atingirem o litoral em diferentes momentos. As autoridades orientaram a população costeira a acompanhar apenas informações oficiais e evitar deslocamentos desnecessários para áreas próximas ao mar.
O terremoto reacendeu a memória de outros grandes eventos sísmicos registrados na Venezuela, especialmente o sismo de magnitude 7,3 ocorrido em 2018 no estado de Sucre. Na ocasião, o tremor também foi sentido em várias regiões do país e provocou danos estruturais significativos.
Até o fechamento desta reportagem, equipes de emergência continuavam avaliando os impactos do terremoto, enquanto autoridades mantinham o monitoramento de possíveis réplicas. Ainda não havia um balanço definitivo sobre feridos, desaparecidos ou prejuízos materiais. As informações permanecem em atualização à medida que novos relatórios são divulgados pelos órgãos oficiais.
NOTICIA EM ADAMENTO
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