Page Nav

HIDE

Ultimas Noticias:

latest

Ouça

🔴 Rádio Estrelinha • ON AIR

🇻🇪🚨 | VISTA AÉREA: ASSIM ESTÁ LA GUAIRA APÓS OS TERREMOTOS DE 24 DE JUNHO

Últimas notícias

View All

Especialistas orientam sobre quem tem direito à renovação automática da CNH

  O alerta dos professores da Estácio é quanto à atenção constante às condições físicas e cognitivas do condutor. A renovação automática da ...

 


O alerta dos professores da Estácio é quanto à atenção constante às condições físicas e cognitivas do condutor.


A renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) passa a integrar de forma permanente as regras de trânsito para motoristas com bom histórico de condução. A medida simplifica o processo de renovação para quem atende aos critérios do programa, mas também reforça a importância de os condutores conhecerem as exigências para ter acesso ao benefício e manterem em dia as condições de saúde necessárias para dirigir com segurança.

Os condutores com bom histórico no trânsito, inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), e sem infrações que gerem pontuação nos 12 meses anteriores ao vencimento da habilitação estão aptos a terem a renovação automática da CNH. A proposta faz parte do processo de modernização dos serviços públicos e da ampliação do uso de soluções digitais na relação entre cidadãos e órgãos governamentais.

Embora represente mais praticidade para parte dos motoristas, a medida também chama atenção para um aspecto fundamental da segurança viária: a necessidade de os condutores acompanharem continuamente suas condições físicas e de saúde para dirigir.

De acordo com Anderson Manzoli, professor de Engenharia da Estácio e especialista em engenharia de transportes, a tecnologia pode simplificar procedimentos, mas não substitui a responsabilidade individual dos motoristas.

“A renovação automática representa um avanço importante na desburocratização dos serviços públicos. No entanto, dirigir é uma atividade que exige atenção constante às condições físicas e cognitivas do condutor. A praticidade do processo não elimina a necessidade de cada motorista avaliar sua própria aptidão para conduzir um veículo com segurança”, explica.

Entre as situações que merecem atenção está o surgimento da necessidade de uso de óculos de grau ou lentes corretivas. Mudanças na visão costumam se tornar mais frequentes a partir dos 40 anos e podem impactar diretamente a leitura de placas, a identificação da sinalização e a percepção de riscos durante a condução.

“Caso o motorista passe a depender de lentes corretivas para dirigir, é importante procurar os órgãos responsáveis para atualização das informações. O mesmo vale para outras condições que possam interferir na condução. A segurança no trânsito depende, em grande parte, da capacidade do condutor de reconhecer suas limitações e agir preventivamente”, afirma.

O especialista também destaca que o envelhecimento da população brasileira torna o acompanhamento da saúde um tema cada vez mais relevante para a mobilidade urbana e rodoviária.

“Com o aumento da expectativa de vida, teremos cada vez mais motoristas ativos em faixas etárias mais elevadas. Isso exige atenção não apenas dos órgãos de trânsito, mas também dos próprios condutores, que devem manter acompanhamento médico regular e adotar uma postura preventiva em relação à própria saúde”, observa.

Além das condições médicas, Manzoli lembra que motoristas das categorias C, D e E continuam sujeitos às exigências específicas previstas na legislação, como a realização do exame toxicológico quando aplicável.

“A tecnologia tem um papel importante na modernização dos serviços e na redução da burocracia. Mas a construção de um trânsito mais seguro continua passando pela combinação entre infraestrutura, fiscalização, educação e comportamento responsável. Quanto mais consciente for o motorista sobre seu papel nesse sistema, maiores serão os ganhos para toda a sociedade”, conclui.


D

DESTAQUES