O conhecimento não conhece fronteiras. Foi com essa perspectiva que profissionais de diferentes áreas e países da América Latina se reunir...
O conhecimento não conhece fronteiras. Foi com essa perspectiva que profissionais de diferentes áreas e países da América Latina se reuniram virtualmente no Festival Internacional de Conferências 2026, uma iniciativa que promoveu intercâmbio de experiências, formação e diálogo internacional.
Realizado de forma virtual e gratuita, o festival reuniu especialistas da Venezuela, Colômbia, Panamá, México e Equador, além da participação brasileira na organização. Durante a programação, foram abordados temas como comunicação, educação, liderança, inteligência artificial, autismo e neurodiversidade, educação financeira, produção de conteúdo e projetos sociais.
A proposta foi além de uma sequência de palestras. Cada conferencista trouxe para o espaço internacional sua própria trajetória, experiências profissionais e diferentes formas de compreender os desafios da sociedade contemporânea.
Comunicação: entre a técnica, a voz e a criatividade
A programação começou com a venezuelana Greisy D’Luca, que apresentou a conferência “O roteiro e a improvisação no design sonoro”. Sua participação mostrou como planejamento e criatividade podem caminhar juntos na comunicação.
Com experiência em administração, educação, locução e produção radiofônica, Greisy defende uma comunicação construída com responsabilidade e valores.
“Fazer o seu trabalho com honestidade, responsabilidade e paixão” é uma das mensagens que resume sua visão profissional.
Da Colômbia, Víctor Hugo Tabares, profissional com mais de três décadas de experiência em rádio, televisão, produção e locução, trouxe ao festival uma reflexão sobre identidade e comunicação.
Em sua primeira participação, “Sua voz, sua imagem: o poder de comunicar quem você é”, destacou a importância da voz como instrumento de expressão e conexão. Em sua segunda conferência, “De uma ideia a um podcast: como transformar o que você sabe em conteúdo”, mostrou como conhecimentos e experiências podem ser transformados em novos formatos de comunicação.
Sua trajetória também evidencia a importância da formação das novas gerações e da adaptação dos profissionais diante das transformações tecnológicas.
Panamá e o debate sobre inteligência artificial
Representando o Panamá, Iosiv Espinosa apresentou “IA Local DIY: privacidade, automação e controle ao alcance de todos”.
O tema colocou em discussão uma questão cada vez mais presente na sociedade digital: quem controla os dados e as ferramentas que utilizamos diariamente?
A proposta foi apresentar a inteligência artificial não apenas como uma tecnologia sofisticada, mas como uma ferramenta que pode ser compreendida e utilizada de maneira mais consciente, considerando aspectos como privacidade, autonomia e controle.
A participação de Espinosa trouxe ao festival uma perspectiva tecnológica diretamente relacionada aos desafios do mundo digital contemporâneo.
Liderança, emoções e neuroinclusão
A programação também abriu espaço para questões humanas e sociais.
Marbella Salazar, com sua experiência em liderança, formação e desenvolvimento pessoal, apresentou “Liderança de alto impacto”, defendendo uma visão na qual a transformação começa pelo próprio indivíduo.
Sua proposta pode ser resumida em uma expressão: “Desde o ser para o fazer”.
Já a venezuelana Dra. Duilia Urribarri, doutora em Educação e Mudança Social e especialista em psicopedagogia e neurodiversidade, participou com duas conferências dedicadas ao autismo, à educação emocional e à inteligência artificial.
Em “Educar as emoções no autismo: sentir diferente, conectar igual”, destacou a importância de compreender as particularidades emocionais e sensoriais das pessoas autistas.
“Sentir diferente não significa sentir menos” tornou-se uma das ideias centrais de sua abordagem.
Na segunda participação, “Neuroinclusão 2.0: autismo, inclusão e inteligência artificial”, apresentou possibilidades de utilização da tecnologia para ampliar acessibilidade, autonomia, comunicação e aprendizagem.
México: educação financeira para a vida real
Do México, Roberto Galaviz trouxe ao festival uma temática que ultrapassa o universo empresarial: a educação financeira como ferramenta para melhorar a vida cotidiana.
Agrônomo, professor, consultor e profissional com ampla experiência em projetos nacionais e internacionais, Galaviz apresentou “Educação financeira: como melhorar sua saúde econômica”.
Sua participação mostrou que compreender dinheiro, planejamento e tomada de decisões financeiras também faz parte da formação necessária para enfrentar os desafios da sociedade atual.
A experiência mexicana apresentada por Galaviz acrescentou ao festival uma perspectiva prática sobre organização financeira, planejamento e construção de maior autonomia econômica.
Equador: projetos sociais que geram impacto
Encerrando a programação, o equatoriano Fernando Benalcázar apresentou “Gestão de projetos sociais, inovação, tecnologia e dados para o impacto escalável”.
Com experiência em projetos relacionados à educação, saúde, direitos humanos, políticas públicas, diversidade e desenvolvimento sustentável, Benalcázar mostrou que um projeto social precisa ir além de uma boa intenção.
É necessário compreender a realidade, planejar, ouvir as comunidades, utilizar ferramentas adequadas, avaliar resultados e buscar soluções que possam crescer de maneira sustentável.
Uma de suas mensagens resume esse pensamento:
“Nunca deixem de aprender, inovar, criar; mas também não se esqueçam de ouvir.”
Sua participação reforçou a importância de unir conhecimento técnico, tecnologia e sensibilidade social para construir iniciativas capazes de produzir mudanças concretas.
Uma iniciativa construída no Brasil com visão internacional
O Festival Internacional de Conferências 2026 foi organizado pela FUNDESE Plataforma Virtual, Radio Estrelinha e ASSOCIM – Associação Internacional de Comunicadores, reunindo profissionais de diferentes países em um mesmo espaço de aprendizagem e intercâmbio.
A coordenação esteve a cargo de Libia López, jornalista, fotógrafa e comunicadora venezuelana radicada no Brasil, fundadora da FUNDESE e da Radio Estrelinha e presidente da ASSOCIM.
A experiência também está alinhada à proposta internacional da ASSOCIM, que busca promover a integração e a projeção internacional dos comunicadores, fortalecendo espaços de cooperação, ética e intercâmbio profissional.
A Radio Estrelinha, fundada por Libia López em 2019, também mantém uma atuação voltada à comunicação, informação, inclusão e conexão entre diferentes comunidades e países.
Conhecimento que atravessa fronteiras
Mais do que reunir conferencistas de diferentes nacionalidades, o festival mostrou que experiências produzidas em contextos distintos podem dialogar e gerar novos conhecimentos.
Da comunicação venezuelana à tecnologia desenvolvida no Panamá, da liderança e neuroinclusão às experiências colombianas, da educação financeira mexicana à gestão de projetos sociais no Equador, cada participação acrescentou uma perspectiva própria a uma programação construída internacionalmente.
Em um mundo marcado por rápidas transformações tecnológicas, sociais e econômicas, iniciativas como essa demonstram que compartilhar conhecimento também é uma forma de construir pontes.
O Festival Internacional de Conferências 2026 deixa, portanto, uma mensagem que ultrapassa as telas: quando diferentes países compartilham experiências, o conhecimento deixa de pertencer a um território e passa a ser uma ferramenta coletiva de transformação.
