Para Marina Ikissima, o erro está em baixar preços para liberar estoque sem calcular as margens e sem definir que tipo de cliente a empres...
Para Marina Ikissima, o erro está em baixar
preços para liberar estoque sem calcular as margens e sem definir que tipo de
cliente a empresa deseja conquistar.
A Black Friday, marcada para 27 de novembro, é
uma oportunidade para atrair consumidores e impulsionar as vendas. Para os
empresários, porém, a data exige planejamento e atenção às margens de lucro.
Aumentar o faturamento não significa necessariamente melhorar o resultado
financeiro, especialmente quando os descontos são definidos sem uma análise
prévia dos custos e da estratégia comercial.
“Eu não gosto de Black Friday. Para o
consumidor, ela tem vantagens. Para o empresário, é uma data perigosa”, afirma
Marina Ikissima, executiva, empresária e consultora com mais de 23 anos de
experiência na área comercial.
Segundo ela, um dos erros mais comuns é tratar
a data como uma oportunidade para liberar estoque parado, reduzindo preços sem
avaliar o impacto sobre a rentabilidade. O resultado pode ser um volume maior
de vendas acompanhado de margens menores.
“Black Friday gera faturamento, mas raramente
gera lucro. Se você não sabe exatamente o que vai vender e por quanto, o risco
é enorme”, alerta.
Outro ponto de atenção é o perfil do
consumidor atraído pelas promoções. Uma oferta muito distante das condições
habituais de venda pode conquistar compradores interessados exclusivamente no
preço, sem necessariamente criar oportunidades de relacionamento duradouro com
a marca.
Para Marina, o planejamento deve começar por
uma pergunta diferente. Em vez de pensar apenas nos produtos que precisam sair
do estoque, a empresa deve definir que público deseja atrair e qual oferta faz
sentido para esse consumidor.
“Em vez de ‘o que eu preciso desovar?’, defina
‘que cliente eu quero atrair?’”, recomenda.
A partir dessa definição, a empresa pode
escolher os produtos, as condições comerciais e os mecanismos promocionais mais
adequados à estratégia. Dependendo do negócio, isso pode incluir descontos,
cashback, produtos de entrada ou lançamentos, desde que a decisão considere os
custos, as margens e os objetivos da campanha.
A preparação também envolve definir
antecipadamente o que será vendido, por qual preço e com qual finalidade
comercial. Assim, a Black Friday deixa de ser apenas uma ação para movimentar o
estoque e passa a integrar uma estratégia de aquisição de clientes e
desenvolvimento do negócio.
A especialista destaca que a experiência
oferecida durante a promoção também importa. Quando a primeira compra é
satisfatória e a oferta está alinhada ao perfil do consumidor, a empresa tem
mais condições de construir um relacionamento que continue depois da data.
Com a proximidade da Black Friday, a
recomendação é que os empresários avaliem não apenas o potencial de vendas, mas
também o resultado esperado de cada oferta e a possibilidade de manter o
cliente no longo prazo.
Sobre
Marina Ikissima
Marina Ikissima é executiva, empresária e
consultora, com mais de 23 anos de experiência em vendas, liderança comercial e
desenvolvimento de equipes. Sua trajetória inclui experiências profissionais
relacionadas a marcas como Levi’s, TIM, Natura, Amway, Colcci, Ellus, VR
Collezioni, Salinas, Bobstore e Accor. Atualmente, desenvolve iniciativas
voltadas à estratégia comercial, à formação de lideranças e ao crescimento de
negócios por meio de sua abordagem Business & Mind.
