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Rússia amplia uso de armas químicas na guerra da Ucrânia, alertam serviços de inteligência europeus

  As Forças Armadas da Rússia vêm utilizando de forma crescente e sistemática substâncias químicas proibidas em suas operações militares con...

 


As Forças Armadas da Rússia vêm utilizando de forma crescente e sistemática substâncias químicas proibidas em suas operações militares contra a Ucrânia. A denúncia partiu dos serviços de inteligência da Holanda e da Alemanha, que apontam evidências claras da ampliação dessa prática, considerada crime de guerra segundo convenções internacionais.

Uso sistemático e em larga escala

O ministro da Defesa da Holanda afirmou que a Rússia tem utilizado cloropicrina, um agente químico tóxico, em diversos ataques lançados por drones contra posições ucranianas, especialmente trincheiras. A substância provoca sintomas severos como ardência nos olhos, dificuldades respiratórias, náuseas e perda de consciência.

Segundo os serviços secretos holandeses e alemães, o uso dessas substâncias não é pontual, mas parte de um programa estruturado e recorrente. As forças russas estariam desenvolvendo e aplicando sistematicamente esse tipo de arma em várias frentes de batalha.

Métodos improvisados e impacto nas trincheiras

Os relatórios revelam que os compostos químicos têm sido adaptados para uso militar de forma improvisada. Em muitos casos, a cloropicrina e outros gases irritantes foram armazenados em garrafas plásticas, lâmpadas e cápsulas, que depois são lançadas por drones sobre áreas ocupadas por tropas ucranianas.

O objetivo seria forçar os soldados a saírem de suas posições fortificadas, tornando-os alvos fáceis para os ataques convencionais subsequentes. Esse método tem sido especialmente eficaz em guerra de trincheiras, comum no leste ucraniano.

Crescimento dos casos e consequências à saúde

Estima-se que ao menos 2.500 pessoas tenham sido afetadas por esse tipo de ataque desde 2022. Os casos incluem tanto militares quanto civis, e pelo menos três mortes foram diretamente relacionadas à exposição aos agentes químicos.

As vítimas relatam sintomas como vômitos, falta de ar, ardor nas mucosas e convulsões. Hospitais em zonas de conflito têm dificuldades para lidar com a demanda de atendimento, principalmente em locais onde a infraestrutura de saúde foi destruída por bombardeios.

Denúncias anteriores e sanções

Essa não é a primeira vez que a Rússia é acusada de usar armas químicas na Ucrânia. Desde 2023, denúncias semelhantes foram feitas por Kiev e apoiadas por observadores internacionais. Em resposta, os Estados Unidos e o Reino Unido aplicaram sanções contra indivíduos e entidades russas envolvidos na produção e uso desses compostos.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) já reconheceu indícios do uso dessas substâncias, mas ainda não iniciou uma investigação formal devido à necessidade de solicitação oficial de países-membros.

Resposta russa: negação e contra-acusação

A Rússia nega todas as acusações e afirma que se trata de uma campanha de desinformação promovida pelo Ocidente. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo acusou a própria Ucrânia de armazenar cloropicrina e outros compostos tóxicos, alegando que os ataques seriam “encenações” para prejudicar a imagem de Moscou.

Apesar das negativas, analistas observam que a consistência dos relatos, somada às evidências técnicas e à repetição dos padrões, enfraquecem a defesa russa no cenário internacional.

Impacto humanitário e psicológico

Além dos danos físicos causados pelos agentes químicos, há um impacto psicológico profundo entre os soldados e a população civil. O temor de ataques com substâncias invisíveis e difíceis de combater gera pânico, desestabilização e traumas entre os que vivem próximos das zonas de conflito.

Organizações humanitárias como a Cruz Vermelha e Médicos Sem Fronteiras alertam para a gravidade da situação, principalmente pelo risco de contaminação ambiental e prolongamento das sequelas em pessoas expostas.

Reação da comunidade internacional

A nova denúncia motivou reações imediatas de diversos países. A União Europeia e os Estados Unidos condenaram o uso contínuo de armas químicas e pediram investigação urgente e punição aos responsáveis. Um novo pacote de sanções contra o setor químico militar da Rússia já está em discussão entre os países do bloco europeu.

Organismos de direitos humanos e especialistas em direito internacional classificam os ataques como crimes de guerra, passíveis de julgamento no Tribunal Penal Internacional. Mesmo que a Rússia não reconheça a autoridade do TPI, a pressão diplomática aumenta progressivamente.

Cenário preocupante e escalada no conflito

A revelação do uso sistemático de armas químicas ocorre em um momento de intensificação da ofensiva militar russa. Recentemente, Moscou lançou o maior ataque aéreo desde o início da guerra, com mais de 500 drones e 11 mísseis direcionados a diversas regiões da Ucrânia, inclusive Kiev. O ataque deixou feridos e causou danos severos à infraestrutura.

Especialistas alertam que a combinação entre o uso de drones, ataques convencionais e armas químicas representa um novo nível de brutalidade, tornando a guerra ainda mais complexa e perigosa para a população ucraniana e para a estabilidade global.

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