O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos, emitiu uma nota oficial nesta quinta-feira, 21 de agosto de 2...
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente nos Estados Unidos, emitiu uma nota oficial nesta quinta-feira, 21 de agosto de 2025, em resposta ao relatório da Polícia Federal que o indiciou por suposta atuação nos EUA visando pressionar autoridades brasileiras e influenciar decisões no país.
Defesa via Primeira Emenda
Na publicação feita em sua conta na rede X (antigo Twitter), Eduardo Bolsonaro afirmou que sua atuação no território norte-americano restringiu-se à defesa da aprovação de um projeto de anistia no Congresso brasileiro, focando em liberdades individuais. Ele ressaltou que não houve qualquer tentativa de interferência em processos internos do Brasil, e rebateu a acusação com ironia: se tivesse atuado para influenciar decisões de governo, cita nomes como o ex-presidente Donald Trump, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário do Tesouro Scott Bessent — autoridades americanas cujos nomes, segundo ele, deveriam constar no relatório da PF.
O deputado ainda declarou que, por estar sob jurisdição dos Estados Unidos, está amparado pela Primeira Emenda da Constituição americana — que garante liberdade de expressão e o direito de petição ao governo —, e criticou o uso de conversas privadas entre pai e filho como justificativa para acusações políticas.
Acusações de “Delírio” e Contestação ao Relatório
Eduardo classificou como “assombroso” o fato de a Polícia Federal atribuir a ele participação em um suposto crime “delirante” sem identificar claramente os autores. Ele acusou a PF de estar fazendo ilações sem base, e questionou a validade das acusações.
Contexto do Indiciamento
O indiciamento decorre de um inquérito que investiga a atuação de Eduardo nos EUA, acusando-o de tentar coagir autoridades brasileiras — incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal e parlamentares — para aprovar uma anistia, assim como pressionar pela destituição de integrantes do STF. O relatório da PF inclui também seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia e outros envolvidos, com base em conversas registradas entre o grupo.
Panorama e Repercussão
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Retórica de proteção constitucional: Invocar a Primeira Emenda americana ressalta a estratégia de se colocar sob a proteção de liberdades civis reconhecidas internacionalmente.
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Polarização política: A reação de Eduardo Bolsonaro intensifica a tensão entre bolsonarismo e o Judiciário brasileiro, sobretudo diante das acusações de tentativa de golpe e de pressão institucional.
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Impacto legislativo: A menção ao projeto de anistia demonstra que seus esforços nos EUA estariam vinculados a uma agenda política específica, o que pode repercutir tanto no Congresso como na opinião pública.


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