Page Nav

HIDE

Ultimas Noticias:

latest

Ouça

🔴 Rádio Estrelinha • ON AIR

🇻🇪🚨 | VISTA AÉREA: ASSIM ESTÁ LA GUAIRA APÓS OS TERREMOTOS DE 24 DE JUNHO

Últimas notícias

View All

Região Norte apresenta maiores índices de amamentação cruzada

  Por Alexsandra Sampaio Os dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani/2019) revelam que metade das crianças brasile...

 


Por Alexsandra Sampaio


Os dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani/2019) revelam que metade das crianças brasileiras são amamentadas por mais de 1 ano e 4 meses. A pesquisa, realizada pelo Ministério da Saúde (MS), também mostra que quase todas as crianças foram amamentadas alguma vez (96,2%), sendo que dois em cada três bebês recebem o leite materno ainda na primeira hora de vida (62,4%). Apesar dos avanços, o levantamento revela que, na Região Norte, a prevalência da amamentação cruzada é a maior entre todas as regiões (38,5%), índice superior à média nacional de 21,1%.

A prática, no entanto, é contraindicada pelo MS e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pois oferece riscos à saúde da criança em função da possibilidade de transmissão de doenças infecciosas pelo leite, como HIV, HTLV e hepatites B e C.

A enfermeira Rebeca Góes, especialista em Saúde Coletiva, explica que, embora a prática seja vista como um ato de solidariedade entre mães, a amamentação cruzada pode trazer consequências sérias à saúde da criança. “Mesmo quando a mãe aparenta estar saudável, algumas doenças podem ser transmitidas de forma silenciosa pelo leite. Além disso, o bebê pode ser exposto a substâncias decorrentes do uso de medicamentos ou de hábitos de vida da mãe doadora, como o consumo de álcool ou tabaco”, alerta.

Segundo Rebeca, que também é professora da Estácio, existem alternativas seguras para mães que enfrentam dificuldades em amamentar. “Uma das principais soluções é recorrer aos bancos de leite humano credenciados, que realizam triagem rigorosa, exames laboratoriais e pasteurização, o que garante que o leite chegue ao bebê sem riscos”, afirma.

De acordo com a enfermeira, outro recurso é o acompanhamento especializado. Enfermeiros e consultores de amamentação podem auxiliar na identificação de problemas relacionados à pega, produção de leite ou posição do bebê, oferecendo estratégias para facilitar o processo. “Muitas vezes, pequenos ajustes já fazem grande diferença para que a mãe consiga manter a amamentação com mais tranquilidade”, completa Rebeca.

Rebecca destaca ainda que o Ministério da Saúde reforça que o leite materno é insubstituível, mas que, quando a mãe não consegue ofertá-lo diretamente, o caminho mais seguro é buscar apoio nos bancos de leite humano, presentes em todos os estados do país. “O essencial é evitar que a criança seja exposta a riscos desnecessários, especialmente quando existem alternativas seguras e comprovadas”, conclui.

D

DESTAQUES