Queda de altura, mergulhos em águas rasas, impactos esportivos, acidentes automobilísticos, esforço físico, má postura e levantamento de p...
Queda de altura, mergulhos em águas rasas, impactos esportivos, acidentes automobilísticos, esforço físico, má postura e levantamento de peso inadequado podem lesionar a coluna
Quando se pensa em férias e momentos de lazer, vem à mente diversão e descanso. Mas, a alegria pode se transformar em dor e transtornos. Por isso, é preciso ficar atento para não ter problemas de saúde, principalmente na coluna. Isso porque os acidentes com risco para a coluna vertebral crescem significativamente durante os períodos de férias e verão, com destaque para lesões medulares causadas por mergulhos em águas rasas, quedas e acidentes automobilísticos.
O neurocirurgião especialista em coluna Túlio Rocha alerta que os acidentes e problemas na coluna durante as férias podem resultar de diversos fatores diferentes, como os traumas de alta energia – queda de altura, mergulhos em águas rasas, impactos esportivos, acidentes de carro e outros veículos – até lesões por esforço físico, má postura e levantamento de peso inadequado na hora de manusear malas pesadas ou equipamentos de viagem de forma incorreta.
Acidentes automobilísticos
Os acidentes traumáticos comuns geralmente resultam em fraturas e lesões medulares mais graves. Os acidentes automobilísticos integram este grupo. A imprudência no trânsito durante as viagens é uma das principais causas de fraturas graves na coluna.
A perda de controle do veículo e capotamentos são a principal causa de ferimentos graves ou fatais, frequentemente resultando em o condutor ser arremessado ou ficar preso sob o veículo. Para prevenir os ocupantes do veículo devem usar sempre o cinto de segurança e o motorista dirigir com prudência.
A falta de equipamento de proteção, a ausência de capacete e outros equipamentos de segurança, aumentam drasticamente a gravidade das lesões. Colocam em risco à coluna também os impactos com árvores, outras estruturas ou veículos.
Mergulho em águas rasas
Uma prática comum que pode levar a lesões cervicais gravíssimas e paralisia é o mergulho em águas rasas. Pesquisa do Ministério da Saúde aponta que durante o verão, o mergulho em água rasa é a 2ª maior causa de deficiências, ficando atrás apenas dos acidentes de trânsito. Cerca de 96% dos acidentes de mergulho acontecem entre os meses de setembro a maio. Por isso, é fundamental verificar sempre a profundidade da água antes de mergulhar.
Túlio Rocha adverte que o problema é sério e pode causar danos irreparáveis à saúde. De acordo com a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), a maior parte das vítimas deste tipo de acidente é jovem: 90% têm faixa etária de 10 a 25 anos. A consequência mais recorrente é a tetraplegia, em que os pacientes perdem os movimentos do pescoço para baixo. E o trauma da lesão medular por acidente de mergulho pode vir ainda acompanhado por um traumatismo craniano.
Diferentemente de outras deficiências, a prevenção do mergulho mal calculado pode evitar 100% dos casos de deficiência física. Entre as consequências que o mergulho em águas rasas pode causar, o neurocirurgião Túlio Rocha lista algumas: paralisia de pernas e braços; danos para coluna vertebral, lesões como fratura e luxação, problemas neurológicos, trauma de crânio, fraturas nas mãos e pés. Por isso, é recomendável sempre verificar a profundidade de piscinas, rios ou mares antes de mergulhar.
Queda de altura
Quedas de árvores, escorregões em áreas molhadas, a exemplo de piscinas e cachoeiras, ou acidentes em atividades como escalada podem causar traumas significativos. Por isso, o médico orienta que após quedas de altura, a prioridade é chamar socorro médico – Samu 192 e/ou Corpo de Bombeiros 193. Ele orienta também sobre outros cuidados essenciais.
“Não mover a vítima se houver suspeita de fratura ou lesão na coluna, verificar consciência e respiração, e imobilizar ferimentos abertos com pressão e compressas frias para inchaço, até a chegada de ajuda profissional. Avalie a gravidade: para quedas leves, lave as feridas; para graves, acima de dois centímetros, siga os passos de emergência”.
O especialista em coluna informa que os sinais de alerta para quando se deve procurar um médico imediatamente são perda de consciência, mesmo que breve; vômitos constantes ou dor de cabeça intensa; incapacidade de movimentar qualquer parte do corpo; dificuldade para respirar ou confusão.
Impactos esportivos
Os impactos esportivos – esportes de contato ou atividades físicas intensas e sem preparo prévio – podem aumentar o risco de lesões na coluna. Por isso, as pessoas, principalmente as sedentárias, devem ter atenção na hora da partida de futebol com os amigos ou outras atividades esportivas, para não transformar a brincadeira em problema. Manter a hidratação e um peso saudável são essenciais nesse caso.
“Pessoas sedentárias de fato correm maior risco de lesões em atividades físicas esporádicas e intensas. Para evitar dores e machucados nos momentos de lazer, é fundamental adotar medidas de precaução, como aquecimento apropriado, moderação e uso de equipamento indicado. Realize também medidas preventivas, como avaliação médica, aquecimento e alongamento, hidratação e alimentação adequadas”, esclarece Túlio Rocha.
Lesões por esforço
Grande esforço também pode causar lesões na coluna vertebral, informa o médico. Esses problemas causam dor e desconforto, mas geralmente são menos graves que os traumas. Levantamento de peso inadequado, esforço para manusear malas pesadas ou equipamentos de viagem de forma incorreta pode sobrecarregar a coluna.
“A maneira correta de manusear malas e equipamentos pesados para evitar lesões na coluna é utilizar a força das pernas, e não das costas, mantendo sempre a coluna reta e o objeto próximo ao corpo”, aconselha Túlio Rocha.
De acordo com o médico, deve-se seguir os seguintes passos: avalie a carga a ser levantada, fique próximo à bagagem, posicione os pés adequadamente para estabilidade, dobre os joelhos ao invés de dobrar a coluna, agarre firme a mala com as duas mãos, levante cautelosamente usando os músculos da perna ao invés dos da coluna, sem movimentos bruscos, não gire o tronco. Se precisar mudar de direção, mude a posição dos pés, mantenha postura firme, com coluna alinhada e cabeça levantada para dar equilíbrio.
Postura inadequada
Durante viagens longas, permanecer sentado por horas na mesma posição em carros ou aviões, muitas vezes em assentos desconfortáveis e com má postura, pode causar dores lombares e cervicais. Por isso, é fundamental fazer pausas para alongar durante viagens longas e manter uma boa postura ao sentar. Ficar muito tempo curvado em redes, espreguiçadeiras desconfortáveis ou na praia pode levar a dores musculares e sobrecarga da coluna.
“Para prevenir e tratar dores lombares e cervicais durante viagens longas, é fundamental manter a postura correta, fazer pausas regulares para movimento e, se a dor ocorrer, aplicar terapias de gelo ou calor. Faça ainda ajustes na postura, observe a ergonomia, faça pausas regulares para movimentar-se, alongamento sentado, hidratação e bagagem inteligente – nada de excessos”, orienta Túlio Rocha.
FOTOS
Foto 1 – Médico Túlio Rocha, neurocirurgião especialista em coluna - crédito divulgação 2026
Foto 2 – Ficar muito tempo curvado em redes pode levar a dores musculares e sobrecarga da coluna – crédito – IStock
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