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Com alta do sarampo, especialista orienta como diferenciar doença da catapora

  São Paulo já registra 23 casos de sarampo no estado e expõe a queda da cobertura vacinal nos últimos anos O aumento dos casos de sarampo e...

 


São Paulo já registra 23 casos de sarampo no estado e expõe a queda da cobertura vacinal nos últimos anos


O aumento dos casos de sarampo em São Paulo e Amazonas levou as autoridades de saúde a reforçarem a vacinação em todo o país. Em 2026, já foram confirmados 36 casos da doença, sendo a maioria na capital paulista e 3 no Amazonas, importados do Peru na cidade de Tabatinga. 


Por conta desse cenário, surge a dúvida na população sobre a diferença entre sarampo e catapora. As duas doenças virais frequentemente confundidas por provocarem alterações na pele, mas que possuem causas e evoluções distintas.


"O sarampo é uma infecção causada por um dos vírus mais contagiosos conhecidos, transmitido principalmente por gotículas respiratórias eliminadas durante a fala, tosse ou espirro, podendo ser transmitido antes mesmo do aparecimento completo dos sintomas, o que favorece a ocorrência de surtos", explica Alice Del Colletto, professora e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio.


Segundo a especialista, a catapora apresenta um comportamento diferente. "A catapora é provocada pelo vírus varicela-zóster e, apesar de também ser transmitida pelas vias respiratórias e pelo contato com as lesões de pele, costuma evoluir de outra forma. Sua principal característica é o surgimento de pequenas bolhas que provocam coceira intensa e aparecem em diferentes fases pelo corpo. Já o sarampo costuma causar febre alta, tosse, coriza, olhos avermelhados, sensibilidade à luz e manchas avermelhadas que geralmente começam no rosto e depois se espalham para outras regiões do corpo", completa.


Alice frisa que a volta da circulação do sarampo está diretamente relacionada à queda da cobertura vacinal registrada nos últimos anos. "Quando a cobertura vacinal diminui, o vírus encontra mais pessoas suscetíveis e consegue voltar a circular. A vacinação é uma ferramenta coletiva, ou seja, além de proteger quem recebe a vacina, contribui para reduzir a transmissão e proteger pessoas que não podem ser imunizadas por condições específicas de saúde. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é segura, altamente eficaz e fundamental para evitar novos surtos", afirma.


“De forma geral, quem teve sarampo desenvolve uma resposta imunológica duradoura e permanece protegido pelo resto da vida. Casos de reinfecção são extremamente raros e costumam estar associados a alterações importantes do sistema imunológico. Mesmo assim, manter a vacinação atualizada conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações continua sendo essencial para reduzir a circulação do vírus e proteger toda a população", informa a professora.


Seja sarampo ou catapora, a principal forma de prevenção é a vacina. A imunização protege contra as formas mais graves das doenças e contribui para reduzir a circulação dos vírus na população.


ALERTA

O Brasil foi certificado pela primeira vez como livre do sarampo em 2016, mas perdeu o status em 2019 após a reintrodução do vírus e mais de 12 meses de transmissão endêmica. A circulação foi interrompida em junho de 2022, e o país voltou a ser reconhecido pela OPAS como livre da doença em novembro de 2024.


O status, porém, exige manutenção. Com o vírus ainda circulando em outras regiões do mundo, o Brasil precisa manter alta cobertura vacinal, vigilância epidemiológica e resposta rápida a casos importados.




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